sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
TECNOLOGIA E RELAÇÕES HUMANAS (INCLUSÃO DIGITAL)
EE PAULO CAMILO DE CAMARGO – CIE 907595
Diretoria de Ensino – Região de Sumaré
Ensino Fundamental II
Sandro José Bocaneri
Autor
Claudenir Vicentini
Professor Coordenador Pedagógico Ensino Fundamental Ciclo II
Regina Buzon Domingues
Diretor Escolar
Dirce Costa Brito
Vice Diretor Escolar
SUMÁRIO
Resumo 04
Introdução 04
Justificativa 04
Objetivo 06
Área(s) de desenvolvimento do projeto 07
Contribuições das TIC 08
Competências e Habilidades 09
Desenvolvimento do Tema 10
Ações 12
Desafios e/ou dificuldades encontradas 12
Resultados obtidos 13
Instrumentos e forma de registros utilizados 13
Conclusões/ Considerações 14
Referências bibliográficas 14
Anexos 16
Resumo
Estamos vivendo transformações sociais, culturais e econômicas que surgem e desaparecem com a mesma rapidez. É a era da comunicação da informação e da comunicação. Os alunos constroem seu conhecimento matemático significativo e a partir de sua vivência e experiência com o mundo que o cerca. Por isso há uma necessidade de relacionar os conteúdos trabalhados em sala com o mundo globalizado, utilizando como ferramenta de trabalho todas as tecnologias possíveis para promover uma aprendizagem com significado.
Introdução
Esse projeto tem o objetivo de proporcionar, dentro e fora da escola, a Inclusão Digital, despertando na comunidade escolar o interesse pela comunicação e informação digital, sensibilizando a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação, simplificando a sua rotina diária, maximizando o tempo e as suas potencialidades para melhorar as suas condições de vida.
Destacar a importância da matemática, utilizando a estatística e a probabilidade, relacionando com o contexto de vida do aluno, aplicando os conteúdos tecnológicos para contextualizar o conteúdo em estudo.
Justificativa
Vivemos em um cenário sócio-cultural que afeta e modifica nossos hábitos, nosso modo de trabalhar e de aprender, além de introduzir novas necessidades e desafios relacionados à utilização das tecnologias de Informação e Comunicação digital. Os computadores começam a se fazer presente em todos os lugares e, junto às novas possibilidades de comunicação, interação e informação advindas com a Internet, provocam transformações cada vez mais visíveis em nossas vidas.
De acordo com Nakashima e Amaral (2006, p. 34),
nessa perspectiva, devido à presença massiva das tecnologias, todos os setores da sociedade são afetados por ela, inclusive a educação. Algumas tecnologias como o computador, a internet, a televisão, o DVD, dentre outras, já estão presentes na escola, evidenciando a necessidade de práticas pedagógicas inovadoras, que aproveitem as potencialidades desses meios no processo de ensino e aprendizagem. De fato, cabe à escola aprender a lidar com a abrangência e rapidez do acesso às informações e produção do conhecimento, reconhecendo que ela não é mais a única “fonte do saber”. No entanto, ao conhecer melhor os meios e as tecnologias utilizadas pelos alunos, torna-se mais fácil orientá-los quanto a sua utilização, para que possam se beneficiar dos recursos oferecidos.
Percebemos que é importante e necessário que a escola se faça presente nesse mundo da informação e comunicação digital, visando familiarizar e motivar toda a Comunidade escolar, oferecendo os instrumentos tecnológicos como meios para desenvolver atividades significativas e refletir sobre diversos temas que surgem no dia a dia. Percebendo a importância de se desenvolver instrumentos tecnológicos como a lousa digital, netbooks e outras mídias e assim criando oportunidades para cada um, integrando as disciplinas de maneira a tornar as aulas criativas e inovadoras, trabalhando conteúdos abordados e a importância de relacioná-los com a vida prática do aluno facilitam a construção do conhecimento de forma motivadora e significativa.
Partimos de uma nova postura pedagógica em desenvolver a construção desse conhecimento envolvendo recursos tecnológicos como a lousa digital e os netbooks como facilitadores desse contexto real com a interatividade entre professor e aluno, criando um ambiente interativo, dinâmico e contextualizado mediado por tecnologias, levando a desenvolver as competências e habilidades necessárias de acordo com o currículo para sua formação.
Para Almeida, “as novas tecnologias podem ser usadas de diferentes maneiras, mas podem trazer soluções mais eficazes em projetos que envolvem a participação ativa dos alunos, como em atividades de resolução de problemas, na produção conjunta de textos e no desenvolvimento de projetos. O fundamental nessas tarefas é fazer com que os alunos utilizem a tecnologia para: chegar até as informações que são úteis nos seus projetos de estudo, desenvolver a criatividade, a co-autoria e senso crítico. (Almeida – Jornal do professor – edição 2)”.
De acordo com o comentário de Maria Elizabeth Bianconcini Almeida, um dos principais desafios da educação é desenvolver nos educandos a criticidade, a criatividade e a ética levando-os a compreender e transformar o mundo a sua volta. Com a aplicação das novas tecnologias no campo educacional atingiremos uma nova postura didática no ensino da matemática diminuindo a distância entre os conteúdos trabalhados de acordo com a proposta pedagógica e sua realidade, tendo a necessidade de estar contextualizando qualquer assunto abordado por meio das TIC.
Objetivo
Este projeto tem como objetivo promover a inclusão social da comunidade no mundo digital, utilizando as tecnologias da informação como instrumento de construção e exercício da cidadania. Incluir digitalmente não é apenas "alfabetizar" as pessoas em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores; a utilização de redes sociais, outras mídias e a utilização da internet como ambiente de aprendizagem.
Segundo Almeida, Maria Elizabeth Bianconcini (2003 apud Campos; Rocha, 1998; Paas, 2002)
ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permite integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos. As atividades se desenvolvem no tempo, ritmo de trabalho e espaço em que cada participante se localiza, de acordo com uma intencionalidade explícita e um planejamento prévio denominado design educacional, o qual constitui a espinha dorsal das atividades a realizar, sendo revisto e reelaborado continuamente no andamento da atividade.
Não apenas ensiná-las a usar o computador, mas melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade. Através da democratização do acesso e com ajuda da tecnologia disponível buscam-se a integração entre educação, tecnologia e cidadania, visando à transformação social.
Inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia.
Os objetivos são vários quando consideramos a qualidade dos materiais tecnológicos para o ensino e aprendizagem dos alunos, envolvendo a contextualização de conteúdos desenvolvendo competências e habilidades de acordo com o currículo.
Diversos recursos e ferramentas interativas possibilitam aos docentes um trabalho mais criativo, diversificado e muito interativo, trazendo para a sala de aula o contato com a tecnologia, a internet e o mundo multimídia, tornando mais atraente o ensino da matemática, priorizando a construção do conhecimento, transformando sua realidade, contextualizando teoria e prática por meio de situações reais de sua vida com o auxílio dessas tecnologias, isto é, a lousa digital e os netbooks.
Área(s) de desenvolvimento do projeto:
· O foco deste projeto é desenvolver as competências e habilidades relacionadas ao conteúdo, a um grupo de alunos com problemas comportamentais, como indisciplina, desinteresse, falta de atenção e concentração, hiperatividade, dificuldades de se ajustar às rotinas, assiduidade, notas ou desenvolvimento insatisfatório.
· O projeto será desenvolvido com a 8ª série, turma A.
· Perfil da sala: de forma geral, a sala possui um bom desenvolvimento e participação nas atividades propostas, porém alguns alunos apresentaram problemas de desinteresse e desenvolvimento insatisfatório no bimestre. No entanto, o foco deste projeto está em desenvolver as competências e habilidades necessárias ao desenvolvimento do aluno através das tecnologias.
· Quantidade de alunos: 34 alunos, porém com ênfase em aproximadamente 20 alunos.
· Período de desenvolvimento: 03/10/2011 até 11/11/2011.
· Através desse projeto e o seu desenvolvimento utilizando as TIC, podemos observar um melhor desenvolvimento dos alunos nas atividades realizadas, obtendo assim resultados satisfatórios.
· Os professores e os gestores tiveram uma atuação colaborativa no desenvolvimento do projeto.
· As TIC e os procedimentos adotados estimularam o interesse e participação dos alunos.
· O projeto teve várias fases e dentro desse processo foi realizada uma avaliação contínua dos alunos em suas etapas.
· Os alunos de uma forma geral valorizaram e reconheceram o projeto em sala de aula.
· As práticas pedagógicas por meio das TIC aplicadas em sala de aula obtiveram resultados excelentes, com relação à comunicação e à socialização dos alunos mediante as atividades desenvolvidas.
· O projeto proporcionou e integrou os alunos, os pais e a comunidade escolar na perspectiva das redes sociais.
· Os alunos, de forma geral, desempenharam as atividades do projeto de forma participativa, sistemática e organizada, desenvolvendo suas competências e habilidades dentro e fora da escola.
Contribuições das TIC para o desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos na sala de aula, das relações interpessoais na escola, família e comunidade.
O objetivo das TIC é promover a cultura e a formação essencial ao desenvolvimento da sociedade da informação e propor uma visão estratégica.
As TIC são um processo muito utilizado em casa, trabalho, entre outros. Ultimamente é estudado nas escolas e utilizado por mais de metade do Mundo. Por exemplo, num telejornal, a informação é transmitida, sendo muito útil e vista por muita gente. Esta informação chega a muitos lugares, graças às redes de computadores e meios de comunicação. A informação para ser útil e corretamente utilizada e recebida, tem que ser precisa, completa, flexível, viável, clara e atual. Só assim quem a recebe pode usufruir desta.
A utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC), no sistema educativo deve visar um horizonte de atuação dos professores que não se limita à simples melhoria da eficácia do ensino tradicional ou à mera utilização tecnológica escolar, através dos meios informáticos. As TIC têm um papel profundo na educação. Elas proporcionam:
Novos objetivos para a educação que emergem uma sociedade de informação e da necessidade de exercer uma cidadania participativa, crítica e interveniente;
- Novas concepções acerca da natureza dos saberes, valorizando o trabalho cooperativo;
- Novas vivências e práticas escolares, através do desenvolvimento de interfaces entre escolas e instituições, tais como bibliotecas, museus, associações de apoio à juventude, entre outros;
- Novas investigações científicas em desenvolvimento no ensino superior, entre outros.
É indispensável ter presente a utilização das TIC na educação porque estas consistem em escolarizar as atividades que têm lugar na sociedade, procurando adaptá-las aos seus objetivos.
As TIC, na educação, permitem uma compreensão profunda do mundo em que vivemos enriquecendo o conhecimento.
Competências e Habilidades que serão desenvolvidas com este e/ou durante o projeto.
A cada dia que passa, o ser humano faz parte de uma sociedade mais globalizada, com acesso a qualquer tipo de informação. Novos desafios são impostos à vida cotidiana e faz-se necessário desenvolver capacidades que possibilite a qualquer indivíduo buscar soluções criativas e inteligentes para resolver seus problemas.
Cabe à escola contribuir para esse desenvolvimento, promovendo um ensino voltado a uma formação sólida e ampla, tendo como foco principal as exigências da vida social e profissional. A escola deve pensar no aluno como um futuro cidadão que fará parte de um mercado de trabalho e para toda a sua vida, na sua formação e o desenvolvimento das competências, mas o que é competência?
Segundo Perrenoud (1999),
Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações.
Dessa forma, cada área disciplinar tem por responsabilidade engajar-se nessa nova proposta, promovendo um ensino que colabore com esses princípios gerais.
Competências e habilidades específicas:
- Noções de Estatística – compreender o conceito de população, amostra e variável; calcular tipos de freqüência; construir, ler, analisar e interpretar os vários tipos de gráficos; compreender e utilizar o conceito de média, mediana e moda; resolver problemas que envolvam os conceitos de estatística
- Noções de Probabilidade – compreender o conceito de probabilidade; conceituar experimento aleatório, espaço amostral e evento; determinar a probabilidade de um evento num espaço amostral finito; resolver problemas que envolvam os conceitos de probabilidade
Desenvolvimento do Tema
O projeto será desenvolvido na própria unidade escolar em consonância com a lousa digital, netbooks e outras mídias, envolvendo todos os alunos do projeto. Serão aulas interativas utilizando todos os recursos tecnológicos para propiciar o estudo e o desenvolvimento das competências para o uso das tecnologias de informação e de comunicação integrada à educação.
A interação lousa digital e netbooks terão como objetivo a construção de um ambiente de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias. A metodologia do projeto está organizada em torno de uma dinâmica presencial e virtual de ensino e aprendizagem. Nos momentos presenciais serão aprofundadas as situações encontradas e dialogadas, comunicando a todos os participantes para construir conhecimentos na interação e colaboração, integrando as vivências propiciadas.
Seqüência didática:
· Texto – introdução
· Elaboração do questionário de pesquisa (escola e comunidade)
· Socialização das questões
· Organização dos dados
· Integração com a escola de informática via skype com aulas de Word, Excel e Power Point com os alunos
· Contrução de gráficos – Br.office (excel)
· Construção de um blog comunitário
· Apresentação das redes sociais de como utilizar e-mail, skype, blogs, face book, etc
· Atividade integrada ao currículo
· Tratamento da informação: estatística e probabilidade
· Caderno do aluno, ensino fundamental, 8ªsérie A volume 4 situação de aprendizagem 4
· Estatística das notas
· Utilização de sites e software no desenvonvimento das aulas:http://portaldoprofessor.mec.gov.br e http://avale.iat.educacao.ba.gov.br
· m3 da unicamp
· Atividades no site do professor Sandro: www.virtualcalculo.com.br
· Atividades com fórum de discussão e chat
Ações
O espaço virtual das aulas interativas no projeto é vivenciado na utilização da lousa digital e os netbooks, gerenciados por um software Smart Sync, interagindo com os alunos.
Com o gerenciador possibilita monitorar e controlar os micros dos alunos, discutir e colaborar com os estudantes, enviar documentos, etc.
De forma interativa, professor e aluno podem trabalhar em sala de aula ou fora da escola estabelecendo a comunicação por celulares, internet, sites, blogs, MSN, aipod, etc.
Desafios e/ou dificuldades encontradas
O grande desafio desse projeto foi o de realizar e desenvolver as etapas do projeto em tão pouco tempo. Mesmo assim, obtiveram-se resultados satisfatórios nas atividades desenvolvidas pelos alunos, pois os alunos que possuíam problemas de comportamento, desinteresse, falta de atenção, assiduidade e aprendizagem demonstraram-se muito interessados e motivados em realizar as atividades que foram propostas mediadas pelas TIC e as ferramentas tecnológicas como a lousa digital, net books e os softwares nas aulas. Os alunos durante todo o período de desenvolvimento do projeto demonstraram muita vontade, participação e superação mediante as atividades do projeto. Com o uso das tecnologias em sala de aula ficou evidente a sua importância na formação e resgate dos alunos num mundo globalizado e integrado às mídias.
Resultados obtidos
· Atitudes positivas dos alunos em sala de aula
· Melhorias nos conceitos bimestrais
· Diminuição das ausências
· Relatos dos professores
· Maior aproveitamento dos alunos
· Relato da direção/coordenação da escola
· Depoimento dos pais/alunos
· Avanços sociais ás classes mais baixas através do ingresso diferenciado ao mercado de trabalho
· Aumentar a renda familiar através da educação digital que permite a ocupação de melhores postos de trabalho
· Oportunizar a autonomia dos envolvidos na criação de alternativas de trabalho no campo das tecnologias
· Aumentar o Índice de Avanço Tecnológico (IAT), através da disseminação do domínio de novas tecnologias
· Construção e exercício da cidadania com a diminuição da exclusão social através das parcerias
Através deste tipo de ações possibilita-se a inclusão digital dos sujeitos de nossas comunidades, formando-se cidadãos mais qualificados e preparados para o mercado de trabalho, o que irá colaborar para o desenvolvimento regional.
Instrumentos e forma de registros utilizados (recursos utilizados)
- Ambiente virtual de aprendizagem, recursos de comunicação e de interação.
- Computador multimídia, lousa digital com conexão a internet (utilizando sites, wiki e chat), os netbooks com programas de gerenciamento das aulas (programa Smart Sync – professor e aluno) e utilização do Windows Movie maker
- Sala formada em “U” e em grupos para facilitar a relação de convívio e interação
- Utilização de música ambiente
- Softwares
- Apresentação do projeto em Movie Maker
Conclusões/ Considerações
Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar dos jovens nas escolas. As diferentes tecnologias digitais, novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas, estão cada vez mais presentes na sociedade da informação e comunicação e acontecendo de forma muito rápida.
No entanto, o projeto “Tecnologia e Relações Humanas (Inclusão Digital)” tem o compromisso de resgatar alunos com problemas sócio-culturais e econômicos e prepará-los a participar ativamente dessa nova sociedade do século XXI, a sociedade da informação, pois qualquer pessoa deve ter acesso ao mundo digital e criar novas possibilidades para aprender a lidar com as novas mídias e as redes sociais, preparando-o para a vida.
Cabe ao professor ser mediador para favorecer uma aprendizagem significativa para os alunos de forma a preparar o aluno para o mundo real, possibilitando a sua inclusão digital e social; promoção da cidadania; desenvolvimento sustentável; difusão da ciência e da cultura e redes sociais comunitárias.
Referências bibliográficas
- www.escolapaulofreire.com.br (a escola educativa na Escola Paulo Freire) 26/10/2010
- Artigo: Competências e habilidades para o uso da lousa digital interativa no contexto educacional. Professores: MS. Ida Basso e Dr. Sérgio Ferreira do Amaral 26/10/2010
- Artigo: Práticas pedagógicas midiatizadas pela lousa digital. Professores: Rosária Helena Ruiz Nakashima e Dr. Sérgio Ferreira do Amaral 26/10/2011
- http://blog.cidandrade.pro.br/educação/lousa-digital-o-fim-do-giz-na-escola-do-seculo-xxi.lousadigital: o fim do giz na escola do século xxi. 27/10/2011
- http://www.escolainterativa.cm.br 28/10/2011
- www.microsoft.com/.../palestra-greg-final.mspx. Tecnologia na escola: um sonho possível 29/10/2011
- Revista Nova Escola: A tecnologia que ajuda a ensinar. Ano XXIV – nº 223 junho/julho 2009.
- Caderno do professor – Matemática. Ensino Fundamental – 8ª série – volume 4 – 2011.
- São Paulo (estado) Secretaria da Educação. Coordenação Geral, Maria Inês Fini; equipe, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz Pastore Mello, Nilson José Machado, Roberto Perides Moisés, Walter Spinelli – São Paulo: SEE 2009.
- São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Matemática e suas tecnologias/Secretaria da Educação; Coordenação Geral, Maria Inês Fini; Coordenação de Área, Nilson José Machado. – São Paulo: SEE, 2010.
- ALMEIDA, M. E. B. (autor arquivo pessoal). Jornal do Professor. Edição 2 – Novas tecnologias na educação (entrevista).
- www.portaldoprofessor.mec.gov.br/notícias.
· NAKASHIMA, R. H. R.; AMARAL, S. F. (2006) “A linguagem audiovisual da lousa digital interativa no contexto educacional”. Revista Educação Temática Digital v.8, 33-50.
· CAMPOS, F.; ROCHA, A. R. Design instrucional e construtivismo: em busca de modelos para o desenvolvimento de software. In: CONGRESSO RIBIE, 4, 1998. Brasília, DF, 1998. Disponível TRABALHOS/250M.PDF>.
· ALMEIDA, M. E. B. Educação à distância na Internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. (2003 apud Campos; Rocha, 1998; Paas, 2002) em: <http://www.niee.ufrgs.br/ribie98/Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.2, p. 327-340, jul./dez. 2003
· PERRENOUD. Ph. Construir as Competências desde a Escola. Porto Alegre. Artmed Editora. 1999.
ANEXOS
- cd com vídeos e fotos do projeto elaborado citado anteriormente.
– lista de alunos participantes e suas respectivas salas
SOMANDO NAS DIFERENÇAS
EE PAULO CAMILO DE CAMARGO – CIE 907595
Equipe Gestora da Unidade Escolar
Regina Buzon Domingues
Diretor Escolar
Dirce Costa Brito
Vice Diretor Escolar
Claudenir Vicentini
Professor Coordenador Pedagógico Ensino Fundamental Ciclo II
Ivandi Silva
Professora
RESUMO
Para suprir o déficit de aprendizagem no conteúdo “Expansão Europeia – A conquista da América”, conteúdo este, constante do currículo oficial do Estado de São Paulo, empreendemos o projeto “Somando nas diferenças”, o qual desenvolvermos de forma diferenciada utilizando os recursos tecnológicos que a Unidade escolar nos oferece, isto, com o claro intuito de motivar os alunos à pesquisa, e à construção do saber.
No desenvolvimento do projeto, buscaremos contemplar os conteúdos contextualizado, relacionado mudanças e permanecias, as relações sociais e suas normas nas diversas sociedades estudadas visando ressaltar valores como: solidariedade, respeito solidariedade, ética, cooperação, respeito ao próximo, honestidade, enfim, valores necessários à nossa sociedade.
Desenvolveremos leituras de textos, leituras de imagens, músicas, trecho de filmes. Produziremos textos, vídeos, desenhos. As avaliações se darão continuamente, segundo a participação dos alunos nas discussões, organização e realização das tarefas, questionamentos e soluções dos problemas.
INTRODUÇÃO
Partindo de uma questão mobilizadora para avaliação e aproveitamento do conhecimento prévio dos alunos sobre o tema, iniciamos os trabalhos com a leitura de textos sobre as razões da Expansão Marítima européia e seu contexto social e econômico, analisaremos imagens, trecho de filmes sobre para discussão sobre as visões do europeu sobre os indígenas e dos indígenas sobre os europeus.
Ao estudarmos sobre as “matrizes” formadoras do nosso povo, discutiremos também, sua participação na formação da nossa visão do outro. Quanto a sua aparência, conhecimento, modo de se expressar, enfim, sua cultura.
JUSTIFICATIVA:
Para concebermos a nossa história atual com suas nuances, é-nos necessário compreendermos as bases em que ela foi formada. A compreensão e o combate às diferenças sociais e preconceitos só é possível se partirmos da premissa que tais problemas existem desde os primórdios de nossa História e, que foram sendo mascarados ao passar dos tempos, manifestando-se por vezes na forma da cruel exclusão. Trazer tal problema para o debate entre os adolescentes é papel fundamental para a construção de uma sociedade sadia e mais justa. Igualmente, o estudo das matrizes formadoras do povo brasileiro é conteúdo que permeia os Parâmetros Curriculares do Estado de São Paulo, e fazendo-se assim, jus cumpri-lo.
Ainda, a percepção diária da perda das noções básicas de valores importantes pelos jovens da nossa sociedade e especificamente da região da Diretoria de Ensino de Sumaré e portanto da nossa Unidade escolar, torna uma necessidade premente que a discussão de tais valores estejam inseridos nas disciplinas e conteúdos escolares.
OBJETIVOS
Proporcionar experiência de aprendizado intra e extraclasse, expondo os alunos às tecnologias disponíveis para pesquisa para a construção de um aprendizado de qualidade, além de promover a autonomia dos alunos favorecerem o desenvolvimento do espírito de companheirismo, responsabilidade criatividade. Trabalhar com leitura e interpretação de documentos variados como: Mapas, entrevista, imagens, música etc.
Meta: envolver os alunos da 6ª série B, estabelecendo ligações com valores próprios da sociedade em que estamos inseridos.
Ações: promoção de atividades que usem as tecnologias disponíveis na UE, leitura de textos, analise de documentos diversos, produção de uma paródia e confecção de um clipe, objetivando o alcance das habilidades e competências propostas.
Recursos: computadores, net books, filmadora digital, gravadores, maquina fotográfica digital, lousa digital, celulares bem como lápis coloridos, giz de cera, cartolinas, etc.
Etapas: leitura de diversos textos sobre o tema e adequados à série, vídeos (trecho do filme 1492 - a conquista da América, Shrek II, Amistad, clipe Gentileza de Marisa Monte); entrevistas; coleta de imagens, discussões na sala (coletivas) e com pequenos grupos fora do horário das aulas; composição coletiva da paródia; montagem do vídeo.
Pessoal envolvido: Equipe Gestora, Professor e alunos da 6ª série “B”.
Tempo de execução: 9 aulas
Produto final: os grupos poderão optar por:
Produção de um vídeo, apresentação em forma de seminários, produção de textos que, após avaliação da professora poderão ser postados nos blogs da UE e da professora.
Avaliação: será realizada de modo contínuo.
ANEXOS
RESSIGNIFICANDO VALORES PARA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
EE PAULO CAMILO DE CAMARGO – CIE 907595
DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO DE SUMARÉ
ENSINO MÉDIO
Joilso Botelho de Morais
Professor
Maricila Leonarda Pastre de Camargo
Professora Coordenadora Pedagógica Ensino Médio
Regina Buzon Domingues
Diretor Escolar
Dirce Costa Brito
Vice Diretor Escolar
Resumo
Desde que foi definido o regulamento e o tempo de execução deste projeto, nossas energias foram direcionadas no sentido de, em primeiro lugar conseguir concretizá-lo, uma vez que, visamos produzir um vídeo que capturasse este processo de ressignificação dos valores nos estudantes e desta forma contribuir de alguma maneira na disseminação de uma consciência cidadã, condição básica para construir uma sociedade melhor. Para tanto chegamos à conclusão de que seriam necessários uma dedicação extra e o comprometimento de todos no sentido de unirmos esforços para alcançarmos nosso grande objetivo, “envolver nossos alunos nas atividades traçadas em nosso plano de ação que consistia essencialmente em inserir neles valores éticos e morais”. Através do conhecimento empírico associado às novas tecnologias da informação buscamos desenvolver competências e habilidades gerais e específicas nos estudantes. O objetivo sempre foi norteado na intenção de reforçar a importância destes valores para um melhor convívio social. Elaboramos então, um roteiro que contemplava uma pesquisa de campo embasada na compreensão dos conteúdos teóricos, que pretendia desenvolver nestes jovens, por meio da representação, interação, e convivência com pessoas da terceira idade, uma reflexão crítica acerca de questões e problemas sociais das relações humanas, que na maioria das vezes, não são notadas por eles. Entretanto, sabíamos que não seria possível levar todos os alunos da turma a uma casa de repouso, instituição que cuida de pessoas desta faixa etária. Neste caso, criamos uma equipe de trabalho que foi in loco realizar as entrevistas para posteriormente exibi-las aos demais, situação que despertou reflexões, tanto naqueles que conversaram diretamente com os idosos quanto nos demais. Este contato gerou ensinamentos nos alunos, expressos em relatos, mas, sobretudo, na manifestação artística que retransmitiu uma mensagem já existente no gênero caipira, em uma linguagem mais próxima da cultura dos alunos, o rap.
Introdução
A partir do momento que nos foi proposto a realização deste projeto e ficou acertado que iríamos desenvolvê-lo na unidade de ensino, nosso primeiro passo foi por em prática ações no sentido de viabilizar sua aplicação para em seguida efetuar as intervenções necessárias para sua concretização. Iniciou se então, discussões entre os professores, os coordenadores e a direção para detectar as carências de cada turma e definir o tema a ser trabalhado com cada sala e qual docente ficaria encarregado de executar o projeto de acordo com a deficiência apresentada por eles em relação à dificuldade de aprendizagem em determinado conteúdo. Após este diagnóstico, chegou-se ao consenso de que, uma parcela significativa dos alunos do ensino médio carecia de um contato mais sistêmico com conhecimentos voltados para prática dos valores éticos e morais. Tal constatação evidenciou a certeza sobre as áreas do conhecimento a serem utilizadas para realizar este dever. A Filosofia e a Sociologia, uma vez que, ambas tratam sobre o nosso objeto de estudo. Por meio de situações de aprendizagem destas disciplinas associada com as TIC e pesquisa empírica com grupos sociais que sofrem conseqüências em seu cotidiano por causa da ausência de condutas éticas, conduziremos os valores e provocaremos sua inserção nesta temática, com o propósito de imprimir a idéia em seu intelecto, para em seguida fazer parte de sua cultura. Diante desta percepção o professor mais indicado tinha de preencher dois requisitos básicos, ser da área e possuir mais tempo de casa, razão pela qual fui selecionado.
Definida esta etapa, nossas energias foram direcionadas no sentido de cumprir as metas estabelecidas na estratégia e envolver os alunos por meio da disponibilização das TIC da aula interativa para pesquisa do conteúdo, elaboração de questões para entrevista, coleta dos depoimentos, registro das atividades e confecção do produto final do projeto.
A execução destas tarefas além de propiciar uma experiência única naqueles que participaram, ainda gerou reflexões e posicionamentos nos alunos que indiretamente foram atingidos pela interação com o grupo social analisado, em alguns casos teve outros desdobramentos, multiplicando as ações sobre a temática e levando uns alunos de outras séries a expor sua indignação, insatisfação e inquietação por meio da arte, no caso deste projeto, o suporte utilizado por eles para esta crítica foi o audiovisual. Sendo este fato um reflexo de nossa intervenção na comunidade escolar, uma expectativa que não foi cogitada por nós durante a elaboração do trabalho, mas que, por sua vez, sua produção não nos surpreendeu, haja vista que, esta foi nossa intenção desde o início.
Justificativa
Depois de vivenciar as dificuldades no sentido de ministrar as aulas, organizar a turma, transmitir as competências e habilidades, principalmente por se tratar de um conteúdo extremamente analítico que requer disciplina e concentração para sua compreensão. Procurou-se então, estabelecer uma estratégia, cuja finalidade consiste em despertar o interesse da grande maioria dos jovens para reflexões acerca da vida em sociedade.
Desde o primeiro contato com alunos tão vidrados nas novas mídias, as quais, para a maioria esmagadora deles é a grande atração, sendo justamente aonde canalizam grande parte de seu interesse e energia. Fato também evidenciado nas outras salas que ministro ou ministrei aulas. Encontrar alunos que fazem do aparelho de telefone celular uma espécie de extensão de seu próprio corpo, sendo quase impossível para ele se desvencilhar deste hábito, que é, sem dúvida um dos maiores empecilhos que desencadeia inúmeras situações a ser administrada durante o desenvolvimento das leituras, das atividades e dos trabalhos propostos nas situações de aprendizagens aplicadas pelos educadores. Diante de um cenário desfavorável, no qual se é obrigado estabelecer uma relação de disputa constante entre a resistência do professor e a resistência do aluno. O primeiro teima em não aceitar esta situação e luta (como é o meu caso) contra todas essas adversidades para não deixar que esta cultura do desinteresse suplante a cultura da educação. É claro que este jogo é bem desequilibrado, haja vista que, no caso específico desta sala são 40 alunos X 1 educador. Enquanto o segundo, e aqui cabe uma ressalva, uma vez que, não se pode generalizar e afirmar que esta cultura do desinteresse afete a todos, haja vista que, existem (graças à Deus) gratas raras exceções que nos anima a continuar com esta postura, porém, uma parcela significativa já incorporou este desinteresse em vários níveis, não somente no círculo escolar, mas também em muitos casos, na esfera familiar e social.
Para esta parcela dos alunos o professor é visto como uma pessoa que apenas tem que conferir sua presença e permitir que possa ir ao banheiro ou beber água e que de preferência, não o atrapalhe e nem interrompa seus planos, que se voltam basicamente para a diversão, sem compromisso algum com as situações de aprendizagem e as atividades propostas por elas. O grande desafio é desenvolver competências e habilidades no restante dos alunos que se mostram interessados e comprometidos em um espaço barulhento e indisciplinado, onde se presencia as mais variadas situações a fim de impedir que uns poucos possam assimilar este conteúdo programático. Brincadeiras de mau gosto, pronunciamento de palavras de baixo calão, desrespeito de todo tipo são frequentes neste ambiente, nada favorável para a prática educativa.
Começou então um debate sistemático e permanente entre alguns professores durante encontros com a coordenação, direção e funcionários da unidade escolar no sentido de buscar uma maneira de alterar esta situação, nada agradável. Diante das circunstâncias e das constatações verificadas ao longo de mais de um ano e meio de contato com a turma e mais de dois anos e meio trabalhando com a equipe gestora e troca de experiências com alguns colegas chegou-se a seguinte conclusão: estes alunos de um modo geral estão desprovidos de valores, não restando outra alternativa, a não ser, buscar uma maneira de inserir ‘valores morais’ nestes alunos. Desde que comecei a trabalhar nesta unidade de ensino, no início de 2009, tive a oportunidade de interagir com as pessoas que compõem esta comunidade escolar, coordenação e direção de forma que por meio, de longas discussões, leitura e análise de fragmentos extraídos de textos pedagógicos compartilhados em HTPCs (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo), além da análise de material áudio visual exibidos durante os planejamentos de cada ano letivo podemos chegar a um consenso, resgatar os valores morais e éticos é uma forma de se evitar que a barbárie, situação presenciada em alguns lugares de nosso país, prevaleça também nesta comunidade escolar, situação que, segundo relato de colegas de mais tempo na unidade escolar, já aconteceu em um passado não muito distante ocorrências desagradáveis, violentas e degradantes. Para dar continuidade nesta mudança nossa intenção é tentar desenvolver e transmitir ensinamentos que acreditamos ser fundamental para criar uma consciência voltada para uma cultura de paz.
Este é o principal motivo pelo qual demos ênfase neste projeto aos conteúdos atitudinais, ou seja, sendo por meio da vivencia do ser com o mundo que o rodeia. Fazendo do aprendizado de normas e valores o alvo principal para que este conteúdo seja adquirido por quem quer que seja, e na sua proporção e qualificação só é desenvolvido na prática e em seu uso contínuo. O individuo é moldado de acordo com suas vivências, porém, não é escravo destas, podendo redimir-se ou simplesmente questionar-se.
Os conteúdos atitudinais passam pelo processo sociedade-indivíduo-sociedade. Tratando-se de grupos, tribos, comunidades de diferentes escalões sejam eles econômicos ou culturais. Todos seguindo normas estabelecidas por todos: respeito, compreensão, solidariedade, humildade, muitos outros de suma importância.
No meio escolar estes conteúdos são trabalhados todo o tempo, seja ele nos trabalhos individuais ou em grupos, sendo ele melhor trabalhado em grupo já que o tema proposto é aprender a viver juntos respeitando uns aos outros em suas opiniões concordando ou discordando de determinadas atitudes que ferem as normas e os valores estabelecidos normalmente. Os conteúdos atitudinais "proporcionam ao aluno posicionar-se perante o que apreendem. Detentores dos fatos e de como resolvê-los, é imprescindível que o aluno tenha uma postura perante eles."[4]
Desenvolvimento do tema
Para alcançar nosso objetivo principal que, consiste em implantar uma cultura de paz em nossa comunidade escolar, fazia-se necessário intensificar a sistematização dos valores éticos e morais nos alunos. Da maneira convencional não havíamos obtido muito sucesso, uma vez que, os estudantes de uma maneira geral não se concentram mais do que cinco minutos, principalmente em aulas expositivas que utilizam apenas recursos como lousa giz, e textos extraídos de livros didáticos, artigos e apostilas.
Nossa unidade escolar situada na Rua Catúlo da Paixão Cearense, nº 110 no Jardim São Bento em Hortolândia – SP. Possui 745 alunos matriculados nos três ciclos, sendo 212 no ensino fundamental ciclo I, 332 no ensino fundamental ciclo II e 201 do ensino médio. Integra a área administrada pela Diretoria de Ensino - Região de Sumaré, situada na Rua Luiz José Duarte, nº 333 – Jd. Carlos Basso, CEP 13170 – 250 Sumaré-SP. Esta Diretoria responde por 65 escolas estaduais, 39 escolas municipais e 28 escolas particulares situadas em Sumaré, Hortolândia e Paulínia sua área de abrangência. Sua Dirigente de Ensino é a Profª. Dirceusa Bíscola Pereira que a este cargo em 2009 após a aposentadoria de sua antecessora a Profª. Nemésis Divina Brandão Vieira.
A turma selecionada para desenvolver o projeto aula interativa foi a do 2º ano do Ensino Médio composta de jovens com idade média de 16 anos, mescla alunos interessados com outros que demonstram pouco ou nenhum interesse pelos estudos (neste caso específico, estou me referindo do comportamento deles nas minhas aulas), estes últimos priorizam assim, o tempo que permanecem na sala de aula para fazer diversas coisas como: colocar a conversa em dia, escutar e baixar músicas, compartilhar vídeos, acessar redes sociais, salas de bate papo, dar um apoio a amiga que está passando por um momento difícil e brincadeiras (muitas brincadeiras) típicas desta faixa etária, que faz da escola seu ponto de encontro predileto, porém, totalmente desprovidos de compromisso com o saber. Já o outro grupo é formado por uns estudantes dedicados e outros nem tanto, mas que realizam as atividades propostas e busca o entendimento do conteúdo, participando da interação durante as exposições dos temas, isso quando é possível expor algum conteúdo de maneira satisfatória, uma vez que, existem dias que, definitivamente a maioria esmagadora da classe não está nem um pouco interessada em estudar e aí fica difícil, porque, como diz o dito popular, “quando um não quer dois não brigam entra” e quando trinta não querem o que temos que fazer? Pior para aqueles poucos interessados, que são extremamente prejudicados por causa da falta de interesse destes outros, haja vista que, eles não permanecem em silêncio, razão pela qual, se é impossível obter a concentração adequada para acompanhar o desenvolvimento das situações de aprendizagem que requerem um mínimo de atenção, por se tratar de um conteúdo extremamente analítico e com um tempo limitado a quarenta e cinco minutos semanais para lecionar Sociologia. Neste cenário é possível notar uma grande influência da cultura de massa vigente no comportamento deles, porém, é mais visível esta impressão no grupo daqueles totalmente desinteressados, os quais se evidencia uma imperativo, de que basta dominar as ferramentas tecnológicas, isto é, acessar a internet, mexer em um celular, num notebook ou tablet e seus similares para estar com a sua vida resolvida, não sendo necessário absorver nada do conteúdo disponibilizado pelo professor, vindo para a escola em busca apenas do diploma. Um pensamento equivocado, porém, recorrente entre uma parcela considerável destes alunos que, como disse o Bill Gates durante uma palestra em uma escola de ensino médio nos Estados Unidos, “A escola está criando jovens sem nenhuma noção da realidade”, resumiu ele.
O objetivo deste projeto é desenvolver nestes alunos a reflexão crítica dos valores morais e sua importância no convívio cotidiano. Por meio do processo sociedade-indivíduo-sociedade pretende-se estabelecer o envolvimento deles com a comunidade escolar e também com pessoas da terceira idade. Tal experiência visa promover a sistematização do tema que será abordado sempre dentro de uma perspectiva digital e interativa, isto é, os alunos farão as leituras do tema proposto, as atividades para compreensão dos conceitos de valores éticos e morais e sua importância para a vida em sociedade, sempre de forma interativa, ou seja, um intercâmbio permanente, que num primeiro momento se restringirá apenas entre eles, o professor, a coordenação e a direção da unidade de ensino. Mas a partir do cumprimento desta etapa, que consiste na elaboração de uma pauta, onde foram distribuídas as tarefas a serem realizadas por cada integrante e estipuladas às metas a serem alcançadas tanto por nós quanto pelos estudantes. Concluída esta primeira etapa vem o trabalho de campo, capturar imagens e depoimentos de pessoas da terceira idade tanto daqueles que moram na mesma comunidade que eles quanto daqueles que vivem em abrigos ou casas de repouso. Nestas abordagens além de criar um ambiente de interação entre ambos, por meio de entrevistas nas quais indagarão estas senhoras e senhores acerca de suas impressões sobre o tratamento dado ao idoso atualmente pela família, pelos órgãos públicos, como desejariam serem valorizados, sua condição econômica, qual sua diversão entre outras coisas. Também promoverá o contato com uma realidade social da qual ainda não haviam mergulhado o pensamento de maneira aprofundada.
De posse deste material vinha nosso maior desafio que é transformá-lo em um vídeo, editado com a ajuda dos estudantes que reportasse o desenvolvimento e as etapas do projeto e, principalmente consiga alcançar seu propósito, que é por meio da utilização das TIC nas práticas das atividades escolares, conciliar o interesse e a atração dos alunos por estas mídias para deste modo envolve-los ao tema proposto a fim de sistematizá-lo e adquirir a consciência, tudo isso de maneira empírica, isto é, vivenciando cada situação durante a realização do trabalho a ponto de contribuir para seu enriquecimento cultural e social, uma vez que, o conhecimento do problema social que afeta o grupo abordado é essencial para provocar uma mobilização em alguns, no sentido de rever algumas condutas e práticas inadequadas no convívio, que na maioria das vezes é feita de maneira inconsciente, haja vista que, quando não se conhece seus efeitos muito menos seus danos fica difícil alterar este panorama, do qual. mais cedo ou mais tarde todos nós faremos parte também. Todo nosso empenho, esforço e perseverança não foram atingidos de forma integral, haja vista que, não conseguimos produzir nosso segundo produto, um impresso, formato revista de oito páginas que reproduziria os aspectos mais relevantes das entrevistas com as pessoas da Terceira Idade, porém, por não contar com o comprometimento maciço da turma, fato que, impossibilitou formar o segundo grupo de trabalho para realizar a decupagem deste material, a edição das fotos, transcrição dos depoimentos e editoração eletrônica do material e por não haver tempo hábil para realizá-lo concomitantemente com a produção do vídeo, entretanto, surgiram algumas reflexões interessantes dos alunos acerca do problema social investigado, que foram extremamente positivas e que nós transformamos em depoimentos gravados e inserimos também na edição do vídeo. Apesar de todos os obstáculos encontrados durante a execução deste projeto, tivemos uma grande satisfação, uma vez que, mesmo tendo um tempo exprimido, alcançamos a nossa meta de atingir, seja diretamente ou indiretamente o intelecto dos alunos no sentido de refletir sobre questões de justiça, solidariedade, respeito, fraternidade e amor.
Resultados
Considerando a necessidade de resgatar a prática da conduta ética com o intuito de formar pessoas imbuídas com a transformação da consciência social, para poder assim, criar o ambiente favorável para uma sociedade onde os valores de respeito, justiça, solidariedade e fraternidade estejam presentes de forma efetiva e permanente. Estamos convencidos de que práticas de intervenções como esta proposta neste projeto são fundamentais para reverter o atual cenário que hoje permeiam nossas praticas educativas e que com certeza implicam nas atitudes verificadas ultimamente no noticiário, que reportam histórias trágicas. Este quadro degradante que em algumas situações chega a desfechos fatais, prejudiciais tanto para os estudantes, mas, sobretudo para os professores, coordenadores e direção que às vezes são agredidos de forma verbal com a possibilidade de ter desdobramentos de agressão física.
Diante destas circunstâncias, as quais apontaram as dificuldades enfrentadas ao longo destas páginas no que tange da organização destes estudantes para atingir de maneira mais satisfatória a transmissão das competências e habilidades em um ambiente mais respeitoso e disciplinado. Sendo assim, com o desenvolvimento destas atividades pudemos notar que, a partir do momento que envolvemos os estudantes para que participassem deste processo e se reconhecessem nele passaram a dar importância em questões que antes sequer pensavam. Este foi sem sombra de dúvida o principal resultado que alcançamos, porém, não foi o único, haja vista que, o trabalho propiciou também o descobrimento de habilidades e capacidades que somente foram despertadas com a participação na execução do projeto. Desta feita e todo este nosso envolvimento para conseguir disseminar nos alunos estes valores, tivemos a grata surpresa de ver nossa intervenção contagiar outros alunos que sequer estavam envolvidos diretamente no projeto, entretanto por conta própria elaboraram um rap fazendo com a letra da música “Couro de Boi” de Sérgio Reis que trata justamente do abandono de um pai por seu filho. Fato que, comprovou que nosso trabalho foi além de nossas expectativas, uma vez que, atingiu um resultado fabuloso, o qual se evidenciou que nossa intervenção contribuiu para a construção coletiva dos valores, haja vista que, provocou um posicionamento crítico nestes alunos que o manifestaram por meio de uma expressão artística.
Considerações e conclusões
Tendo em vista a experiência que vivenciamos com a realização deste trabalho, nós chegamos a algumas conclusões relevantes e que julgamos necessárias descrevê-las. Apesar de termos atingido resultados satisfatórios no desenvolvimento deste projeto não podemos deixar de relatar as dificuldades enfrentadas durante sua realização que não foram poucas. Porém, o fundamental aqui é discorrer sobre a impossibilidade de atrair para o desenvolvimento efetivo do projeto alunos com deficiências especiais, com problemas comportamentais, com problemas cognitivos e de relacionamentos com seus pares, professores e funcionários da escola, haja vista que, na minha humilde opinião estes jovens definitivamente trazem em sua vida um histórico clássico de falta de estrutura familiar, isto é, a ausência de ensinamentos de boas maneiras e também o aprendizado de valores que a meu ver devem começar no círculo familiar. Esta ausência traz consequências quase irreversíveis, que em um curto espaço de tempo como o que foi pensado para o desenvolvimento deste projeto torna-se impossível recuperar um quadro social degradante da nossa sociedade, ao qual, por causa de questões de ordem econômica acabaram deixando de lado aquilo que é essencial para o desenvolvimento de uma nação, uma educação voltada para a formação do caráter de seus cidadãos e não apenas para a formação para o mercado de trabalho. O Brasil vive um dilema, uma vez que, este abandono agora virou uma dor de cabeça, haja vista que, o crescimento econômico vivido por nosso país nos últimos anos pode sofrer uma pane de força de trabalho, justamente por causa da falta de pessoas qualificadas, mas este não é o único fator que implica em problemas, porque, quando não se investe em educação e aqui estou falando também daquela que se inicia no circulo familiar e depois é complementada na escola, Ora um problema de tamanha proporção e com desdobramentos associados a uma cultura de massa que prioriza o ganho imediato voltado sempre para ganhos monetários ou materiais, postura que, na minha humilde opinião está totalmente equivocada, uma vez que, o conhecimento não pode ser apenas direcionado para este fim, sendo mais valoroso para o país e seus cidadãos uma formação intelectual voltada em primeiro lugar para o crescimento humanista, ou seja, ressaltar, sistematizar a ética tão ausente no dia-a-dia nacional, isto para mim é fundamental para reverter este cenário que atualmente acomete nossa sociedade. Investir nesta ideia e sistematizá-la é na minha ótica a grande sacada para alterar esta condição que acarreta consequências em todos os segmentos, haja vista que, todos os problemas sociais que afligem o Brasil. Apesar dos avanços alcançados com o nosso trabalho, que conseguiu despertar alguns de nossos estudantes para a questão do tratamento dado aos idosos, isto ainda é muito pouco para o tamanho da mudança que precisamos fazer. Então, concluímos que adotar novas tecnologias a prática educacional é salutar, porém, somente isto não resolverá nosso problema, por que não basta apenas revolucionar a forma de se transmitir as competências e habilidades em nossos estudantes, mas também associar a isto as condições favoráveis para se promover uma revolução ética, porque somente assim, seremos capazes de alterar esta cultura vigente que, na minha humilde opinião serviu apenas para acentuar o distanciamento das pessoas, razão pelo qual, evidenciamos em nosso cotidiano, filhos que abandonam pais e pais que abandonam filhos o tempo todo em nossa sociedade entre outras barbáries que podemos observar de tempos em tempos ao abrirmos um jornal ou outros tipos de mídias.
Referências bibliográficas
http://gentileza-eepaulocamilo.blogspot.com
http://gentileza-eepaulocamilo.blogspot.com/2011/11/parodia-das-guerras.html
http://eepaulocamilo.blogspot.com/
http://www.educacao.sp.gov.br/
http://meuartigo.brasilescola.com/filosofia/os-valores-morais-sua-importancia-na-sociedade.htm
GONÇALVES FILHO, José Moura. Humilhação Social: Um problema Político em Psicologia. Psicologia Usp. São Paulo, 1998, v.9, n.2.
Currículo Oficial do Estado de São Paulo – Ciências Humanas. SEE – pag.126.
ANEXOS
- cd com vídeos e fotos do projeto elaborado citado anteriormente.
– lista de alunos participantes e suas respectivas salas
sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
II PRÊMIO - DESTAQUE AULA INTERATIVA-2011
Esta proposta não oferece um modelo fechado, uma receita pré-fabricada de ser ser humano competente e feliz, pois isso seria reduzir as nossas potencialidades. A questão humana nos faz perceber que somos artistas e cientistas, que integramos a razão e emoção, olhando o mundo com os olhos inteligentes do coração. Essas ideias não são novas, ao contrário, surgem na história da humanidade em todas as épocas.
Releitura da Musica Couro de Boi (Sérgio Reis) para um estilo Moderno (stronda) com adaptações.
PARÓDIA DAS GUERRAS