quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Video: GENTILEZA - MARIZA MONTE

Profeta Gentileza

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

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José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 28 de maio de 1996) foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.

"Gentileza gera gentileza" é a frase mais conhecida.[1]

 

Sua infância

Nasceu em Cafelândia, São Paulo, no dia 11 de abril de 1917. Com mais onze irmãos, teve uma infância de muito trabalho, na qual lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades [2].

O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia "amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento"[2].

Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos treze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espirituais [2].

Surge o profeta Gentileza

No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano" que foi chamado de Tragédia do Gran Circus Norte-Americano e considerado uma das maiores fatalidades em todo o mundo circense.[3] Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio onde hoje encontra-se o H.C.E (Hospital das Clinica do Exercito). Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou "Profeta Gentileza"[2].

 

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Contrariando a lenda popular, Gentileza sempre reafirmava: "Sou papai de cinco filhos, três femininos e dois masculinos, não perdi ninguém no incêndio do circo!"[4]

Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar"[2].

Entretanto, um artigo de autoria da professora Luiza Petersen e do jornalista e escritor Marcelo Câmara, que conviveram com Datrino ("Jornal do Brasil" de 21/02/2010) e rebatido por outro artigo publicado no Jornal do Brasil [5] afirma que ele, apesar de falar em gentileza como um mantra, era "agressivo, moralista e desbocado [...] Vociferava, ofendia e ameaçava espancar transeuntes", ao ponto de às vezes ser necessário chamar a polícia para acalmá-lo. "Suas principais vítimas eram as mulheres de minissaia ou com calças apertadas, de cabelos curtos, que usavam maquiagem, salto alto e adereços [...] A maioria da população, especialmente as mulheres e crianças, fugia dele". A imagem que se criou dele após sua morte, segundo os autores, não corresponde às lembranças dos que conviveram com ele durante os anos 1960 e 1970.

Os murais

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A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.

Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

 

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Após sua morte

Em 28 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no "Cemitério da paz".

Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticada e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.

No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, de autoria do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no "universo" do profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56 painéis criados por ele, além de trazer fatos relacionados ao projeto Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias, principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo de restauração.

Em 2001, foi homenageado pela Escola de Samba GRES Acadêmicos do Grande Rio.

Em Conselheiro Lafaiete, cidade do interior de Minas Gerais, há um amplo trabalho feito pela ONG AMAR que dá continuidade ao trabalho do Profeta Gentileza. Foram desenvolvidas oficinas com jovens da cidade, onde foi possível repassar as técnicas de mosaico. Além disso, um grande muro no bairro São João recebeu uma linda aplicação de mosaico. E a praça São Pedro, no bairro Albinopólis, foi toda decorada seguindo o exemplo do Profeta Gentileza.

O profeta Gentileza nas artes

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clip_image001       Gentileza foi homenageado na música pelo compositor Gonzaguinha, nos anos 1980; e também pela cantora Marisa Monte, nos anos 1990. As duas canções levam o nome Gentileza.

 

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clip_image001[1]       A canção de Gonzaguinha mostrava uma homenagem ao profeta, como se vê no trecho: "Feito louco / Pelas ruas / Com sua fé / Gentileza / O profeta / E as palavras / Calmamente / Semeando / O amor / À vida / Aos humanos". A canção de Marisa Monte, por sua vez, além de incentivar os valores pregados pelo profeta (no trecho "Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras / E as palavras de Gentileza"), retrata os danos ocorridos contra os murais, como diz o trecho: "Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.".

clip_image001[2]       No ano de 2000, na cidade de Mirandópolis (SP), onde o profeta está enterrado, foi criada a primeira ONG da cidade: Gentileza Gera Gentileza, fundada por parentes e amigos que admiravam a filosofia de vida do Profeta. A ONG, além de lembrar a pessoa de José Datrino (Profeta Gentileza), em sua criação, tinha a missão de difundir educação e cultura em toda a região. Vários eventos foram feitos, como: Saraus mensais itinerantes, Encontros de Corais, Tardes Culturais para Crianças no Bosque da cidade, Participações em Eventos Escolares e um evento anual denominado "Gentileza Gera Gentileza", com música, teatro, poesia e dança, entre outros.

clip_image001[3]       Em 2009, o profeta foi interpretado em participação especial pelo ator Paulo José, na novela Caminho das Índias, exibida pela Rede Globo de Janeiro a Setembro de 2009.

Crenças

clip_image001[4]       Gentileza denunciava o mundo, regido "pelo capeta capital que vende tudo e destrói tudo". Via no circo destruído uma metáfora do circomundo que também será destruído. Mas anunciava a "gentileza que é o remédio para todos os males". Deus é "Gentileza porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador". Um refrão sempre voltava, especialmente nas 56 pilastras com inscrições na entrada da rodoviária Novo Rio no Caju: "Gentileza gera gentileza, amor". Convidava a todos a serem gentis e agradecidos. Anunciava um antídoto à brutalidade de nosso sistema de relações e, sob a linguagem popular e religiosa, um novo paradigma civilizatório urgente em toda a humanidade.

clip_image001[5]       Houve um homem enviado ao Rio por Deus. Seu nome era José da Trino, chamado de Profeta Gentileza (1917-1996). Por mais de vinte anos circulava pela cidade com sua bata branca cheia de apliques e com seu estandarte, pregava nas praças e colocava-se nas barcas entre Rio e Niterói anunciando sem cansar: "Gentileza gera Gentileza". Só com Gentileza, dizia, superamos a violência que se deriva do "capeta-capital". Inscreveu seus ensinamentos ligados à gentileza em 56 pilastras do viaduto do Caju, à entrada da cidade, recuperados sob a orientação do prof. Leonardo Guelman que lhe dedicou um rigoroso trabalho acadêmico, acompanhado de vídeo e um belíssimo CD-ROM com o título Universo Gentileza: a gênese de um mito contemporâneo.

Referências

1.    Eliane Brum, Gentileza Gera Gentileza, artigo na Revista Época de 05 de outubro de 2009

2.    O profeta Gentileza, site www.riocomgentileza.com.br, baseado no livro Brasil Tempo de Gentileza de Leonardo Guelman

3.    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882007000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

4.    GUELMAN, Leonardo. O missionário saltimbanco, Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: ano 6, n 63, dez. 2010, p. 28-30.

5.    http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/02/28/e280210664.asp

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

QUEM FOI PAULO CAMILO DE CAMARGO?



23/02/1922 - 22/01/1985)

Paulo Camilo de Camargo nasceu no dia 23/02/1922, em Sumaré SP, no Sítio Santa Izabel. Filho de João Camilo de Camargo e Izabel Camargo (família humilde e honrada). Cursou até a 4°Série, estudando a 3° Série na Escola do Bairro da Serra e a 4° Série na Escola Estadual da Estação Jacuba de Sumaré.

Casou-se aos 26 anos, em 25/09/1948, com a sua prima Lázara Costa de Camargo,17 anos. Teve cinco filhos: Dirceu Wilson C. Camargo, Dirce Aparecida C. Camargo, Izabel C. Camargo, Paulo C. Camargo e José Vanderlei C. Camargo.

Trabalhou como lavrador nas plantações de frutas, eucaliptos, feijão, etc, por 19 anos, passando, em seguida, a dirigir seu próprio negócio: um Bar e um Bazar chamado “São Camilo”.

Dedicou sua vida à família e amigos de uma maneira honrosa. Tornou-se jogador de futebol nos times: Brasil de Jacuba e na Equipe de Monte Mor, com seus irmãos: Joaquim, Sebastião e Júlio Camilo de Camargo.

Foi Presidente do time de Futebol Serrado Futebol Clube (1966/67).

Foi na leitura de livros de autores clássicos que dedicou as suas horas vagas, tornando-se apaixonado por leitura. Foi Mariano da Igreja Católica, onde foi fiel em sua busca de auxílio espiritual.

De 1982 a 1984 foi Presidente da Sociedade de Amigos de Hortolândia, dedicando-se a ela também posteriormente.

Faleceu aos 62 anos, vitima de problemas cardíacos (infarto fulminante) na sua própria casa, onde se encontravam esposa e netos.

Paulo Camilo de Camargo é lembrado, pelos familiares, por sua dedicação aos amigos, a ponto de esquecer-se de si mesmo, e por ter tido uma marcante devoção aos esportes e a leitura. Seu nome foi homenageado em uma escola: ESCOLA ESTADUAL PAULO CAMILO DE CAMARGO, situada á rua- Catúlio da Paixão Cearense, n° 110 Jardim São Bento, Hortolândia.

Deixou como projetos, através de sonhos, a construção de um barracão (atual sede dos Amigos de Hortolândia), que foi concluído por amigos e familiares. Tinha também o sonho de ver uma "escola de ginásio", próximo ao bairro onde morava.

Quando Paulo Camilo de Camargo morou em Hortolândia (antes chamada Jacuba) tratava-se de um povoado pequeno, que sofreu um lento e gradual processo de expansão.

Jacuba tinha poucas casas, mas seu povo era simples, humilde.


De acordo com as informações que recebemos, a família Camargo foi de fundamental importância para o desenvolvimento de Hortolândia e, com o auxilio de Geraldo Costa, (ex-vereador de Sumaré – falecido) contribuíram ainda mais para seu progresso.
A família Camargo é homenageada e lembrada no livro “Hortolândia Sempre”, de Aparecido Pascoal, com devido orgulho e esmero. Hortolândia recebe também ruas com o sobrenome Camargo.

Paulo Camilo de Camargo foi um dos integrantes do Time Brasil de Jacuba, considerado, na época, um bom time. Os jogos de futebol eram realizados nos finais de semana e tornaram-se os grandes acontecimentos locais, eventos que atraiam não apenas os moradores do bairro, mas também as pessoas simples da região que trabalhavam na terra. A realização dos jogos era o maior fator de agregação social.

Sua dedicação familiar, esportiva e seu gosto por cultura resultou na homenagem feita pelo vereador Geraldo Costa, sendo patrono de uma escola.

Seu corpo descansa no Cemitério Municipal “Saudade”, em Sumaré.

Deixou esposa, filhos, parentes, amigos e muita saudade.


TEXTO ELABORADO A PARTIR DA ENTREVISTA REALIZADA PELOS ALUNOS DA ESCOLA, EM JANEIRO DE 2001
Casamento(25/09/48) e Lazara Costa de Camargo.

Caricatura de PAULO CAMILO DE CAMARGO

Carteira de identidade escolar (1930).



Serrano Futebol Clube(1974 +-).

Entrega do troféu para o Serranos Futebol Clube – 1975.

Geraldo Costa e Paulo Camilo.

Torcedores do Serrano Futebol Clube,agradecendo a participação das autoridades municipais de Sumaré(01/04/76).

Bazar “ São Camilo”


Paulo Camilo e esposa, comemorando seu último aniversário em 1984

VALORES HUMANOS: UMA PERSPECTIVA TRANSFORMADORA.

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Releitura da Musica Couro de Boi (Sérgio Reis) para um estilo Moderno (stronda) com adaptações.

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PARÓDIA DAS GUERRAS

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